Publicado por: diarioamente | Outubro 22, 2007

Mostra de Cinema de SP

Primeiramente, quero justificar minha ausência para os meus parcos mais estimados leitores. Semana passada eu estava cheio de coisas pra fazer e meus devaneios exigem mais neurônios do que eu podia dedicar. O resultado foi ótimo, tenho muita coisa pra dividir e posso comunicar que, enfim, minha epopéia rumo a um computador novo chegou ao fim. Em novembro estarei informaticamente tunado.

 

 

Cartaz da Mostra de Cinema de SP, by Hector Babenco

 

 

Bem…

Quem convive comigo bem sabe que no meu plano de vôo está marcada uma longa escala em São Paulo. Já tive uma oportunidade que por uma soma de razões não se concretizou, mas deixa estar. Meu tanque está sempre cheio pra qualquer rota feliz.

 

E por falar em felicidade, quem, além de mim, vive um momento de plena felicidade é o cinema nacional. Caramba, que fase que o nosso cinema está vivendo. Não posso me considerar um cinéfilo e dispenso tal responsabilidade, porém sou um apaixonado pelo cinema e pela prazerosa atividade de escrever, filmar e dizer “rodando” (se bem que hoje em dia, filme não roda, né? Nem filme é…).

 

Semana passada, na quinta-feira, começou a Mostra de Cinema de SP e é por isso que o assunto São Paulo entrou no começo do post. Demorou pra voltar porque eu fui dar uma volta em algum canto do meu cérebro, mas já voltei. Então, é por conta desse tipo de evento que eu tenho muita vontade de morar lá. Ter acesso a esses momentos não tem preço, nem os R$ 360 do passaporte integral doem no bolso. Vale lembrar que também está rolando na Paulista o Corredor Literário. Segura…

 

Passado o efeito Tropa de Elite, que eu julgo um ótimo filme dentro do seu gênero (que não o “Nacional”), estou muito ansioso para o que está por vir. Ano que vem estréia Blindness que, apesar de não ser 100% tupiniquim, tem na direção Fernando Meirelles e toda a sensibilidade dos seus filmes. Esse é um cara para entrar na lista dos “Brasileiros Que Batem Com o Pau na Mesa”. Outro cara que também tem um grande dedo, se não as duas mãos nessa rica safra do cinema nacional é o Jorge Furtado, autor da obra prima Ilha das Flores. Recentemente pude assistir Saneamento Básico e não posso fazer muito além de rasgar elogios e ressaltar: é do Jorge Furtado. Algo mais? 

 

Para fechar as boas novas com chave de ouro 14 quilates, fiquei sabendo que o Ruy Guerra, um cineasta que conheço muito pouco (ainda) está adaptando uma das histórias mais lindas, envolventes e brasileiras que eu já vi. Quase Memória, é um quase romance, quase uma biografia de Carlos Heitor Cony, O Jornalista. Roubei este livro do meu pai no começo do século, li com muita vontade e considero um dos meus tesouros. Além de apaixonado por filmes sou um apaixonado por livros. Quase Memória é um livro que merece ser lido não só pela emoção com a qual é escrito, ou pelo conteúdo singular que traz, mas porque é um registro do mais puro e sincero amor que alguém pode sentir.

 

Quem está dando uma mão no roteiro desse filme é o Rodrigo Pimentel. Esse cara parece ser foda. Conheci ele no documentário Notícias de uma Guerra Particular. A participação dele foi única e mudou o norte do filme. Até aquele momento ele era soldado do BOPE (aquele do Tropa de Elite mesmo). Depois dessa experiência ele largou a farda e caiu na arte. Participou da produção do Ônibus 147 e do blockbuster underground Tropa de Elite, ambos do José Marqueteiro Padilha.

 

Maravilha. Se quando eu ligo o jornal tenho vergonha de ser brasileiro, se quando penso em política tenha pena de ser brasileiro, quando assisto a um filme nacional as mãos coçam, os olhos brilham e a mente voa. Ainda bem que meu tanque está cheio.

 

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Respostas

  1. Daqui a dois anos, a gente compra as malas
    e pinta as paredes ;)

  2. Aee voltou a escrever! :)


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