Publicidade é arte?
Vira e mexe em algum lugar essa questão é levantada, mas eu sou dos que tem certeza que não. O artista não espera que sua obra seja compreendida de uma única maneira, ao passo que o publicitário precisa que seu público compreenda exatamente o que ele quer dizer. No entanto, acredito que a publicidade possa se apoderar dos meios da arte para atingir seus fins comerciais.
Ontem, foi lançado o último anúncio da linha Sony Bravia, intitulado Play-doh. Ao contrário de Balls e Paint, este último foi oferecido previamente por meio de teasers. Talvez porque o cenário tenha sido o centro de Nova Iorque o segredo não pôde ser mantido. Acompanhando toda a estética dos dois primeiros, Play-doh na minha opinião é o mais fraco deles, pois apesar da mágica multicolorida não tem a aura de Balls ou a frenética excitação de Paint (o melhor).
Com o pleno controle sobre diversas ferramentas de softwares de edição gráfica, o que encanta nesta série de anúncios é o caráter de quase-manufatura presente em cada um. Em Balls, aquelas milhares de bolinhas foram jogadas do lugar mais alto da rua, depois varridas e jogadas de novo; em Paint aquelas bombas-relógio foram programadas para colorir o céu, a grama e os prédios no segundo exato; em Play-doh 40 animadores e 2,5 toneladas de massinha foram transformadas em coelhinhos e outras coisas estranhas. Pra mim isso é que faz desses filmes uma trilogia como nenhuma outra.
Com a assinatura “Colors like no other” os três anúncios são coerentes com o benefício do produto e por esta razão só nos resta vislumbrar a arte explícita de cada um. Se existe continuação eu não sei. Sinceramente espero que não, porque apesar de Play-doh ter deixado a desejar frente aos dois primeiros, ele ainda encanta.
É.. também achei esse o menos legal. Talvez pelo fato de mexer muito com computação agora, haja vista que os dois primeiros não tem nada disso. Mas como tu disse, ainda encanta.
Por: mayrinckmovies em Outubro 5, 2007
às 4:03 pm